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Eu li o $100M Leads do Hormozi para descobrir que captação não é sorte

Eu li o $100M Leads do Hormozi para descobrir que captação não é sorte

Conseguir cliente é a parte mais difícil do negócio.

Pelo menos é assim que parece quando você depende só de indicação e reza pra setembro ser bom.

Você acorda, abre a agenda, e o mês decide sozinho se vai ser bom ou ruim.

Mês cheio, mês vazio, mês cheio, mês vazio.

E você chama isso de "como é o mercado".

Não é o mercado.

É que você nunca teve um sistema de captação, então captação virou loteria.

Eu li o $100M Leads do Alex Hormozi inteiro com uma caneta na mão.

É um dos melhores livros de captação que existe, e é gringo do jeito certo: ele não te enche de teoria, ele te dá a conta e o passo a passo.

O problema é que ele escreve pra um cara que já tem grana de tráfego pra queimar e um mercado de 300 milhões de pessoas.

Você é dono de empresa de serviço numa cidade média, fatura uns 100 mil por mês, e cada real de marketing dói.

Então eu fiz o trabalho de tradutor.

Vou te passar o livro inteiro nesta carta. Lead, lead magnet, os 4 jeitos de conseguir cliente (e por que só existem 4), a alavancagem com gente, e a matemática que decide se você cresce ou trava.

Cada bloco vem com três coisas: o que o Hormozi diz no livro, a versão que funciona pro dono de serviço no Brasil, e um exemplo.

Os números que eu citar são do livro. São referência, não promessa. Ninguém aqui vai te garantir resultado.

Fecha as outras abas.

Essa carta é longa de propósito.

A coisa mais simples do livro: o que é um lead, de verdade

Hormozi abre o livro destruindo a palavra que todo mundo usa errado.

Lead, pra ele, é "uma pessoa que você pode contatar. Só isso."

Lista de e-mail, número no celular, gente que te segue, gente que você cruzou na rua. Se dá pra contatar, é lead.

Mas tem um tipo que importa de verdade.

O lead engajado: a pessoa que mostra interesse no que você vende.

Quem preencheu o formulário. Quem respondeu sua mensagem. Quem perguntou o preço.

A frase que ele martela o livro todo:

"Lead engajado é o verdadeiro resultado da publicidade."

Anota isso, porque muda o jogo.

Sua agência te manda relatório de alcance, impressão, clique.

Nada disso é lead engajado.

Lead engajado é o sujeito que levantou a mão e disse "me conta mais".

Esse é o número que paga sua conta.

A versão pro dono de serviço:

Para de comemorar alcance e seguidor.

Comece a contar uma coisa só: quantas pessoas levantaram a mão essa semana pedindo pra saber mais sobre o que você faz.

Se esse número não existe no seu painel, você não tem um problema de marketing.

Você tem um problema de medição.

E tem mais uma lei do livro que cabe na sua parede:

"Mantido tudo o resto constante, quando você dobra seus leads, você dobra seu negócio."

Não é motivacional. É aritmética.

O lead magnet: por que você deve dar o pretzel de graça

Aqui está o conceito que mais gente entende errado.

Lead magnet, no livro, é "uma solução completa para um problema estreito".

Geralmente grátis ou bem barato.

Serve pra ver quem tem interesse de verdade, e quando resolve o tal problema estreito, ele revela o próximo problema, o que a sua oferta paga resolve.

O Hormozi explica com a melhor analogia do livro.

O bar dá pretzel salgado de graça.

O pretzel resolve a fome (problema estreito).

E revela a sede.

A sede é resolvida pela bebida, que é cara, que dá lucro, e que paga o pretzel inteiro com folga.

Quem te paga com tempo agora tende a te pagar com dinheiro depois.

A regra de ouro dele é brutal:

"Faça seu lead magnet tão absurdamente bom que a pessoa se sinta idiota dizendo não."

E o aviso que ninguém leva a sério: lead magnet ruim é pior que nenhum.

Porque 99% das pessoas não vão te comprar, mas todas vão te julgar pelo que você deu de graça.

Se o grátis é fraco, você queima sua reputação na entrada.

Os 7 passos do livro pra montar um (resumidos):

  1. Achar o problema certo (e pra quem). Tem que ser estreito, e a dor seguinte tem que ser exatamente o que você vende.
  2. Decidir como resolver (os 3 tipos, abaixo).
  3. Decidir como entregar (as 4 entregas, abaixo).
  4. Testar o nome. Ogilvy dizia que ao escrever o título você já gastou 80 centavos do seu real de publicidade. Tirar uma palavra muda tudo.
  5. Fácil de consumir. Multiformato (vídeo, texto, áudio) gera de 2 a 4 vezes mais leads pelo mesmo trabalho.
  6. Bom de verdade. A regra: "dê os segredos, venda a implementação."
  7. Fácil pedir mais. Diga o que fazer e a razão pra fazer agora.

Os 3 tipos de solução:

  • Revelar o problema (um diagnóstico). Tipo um teste de velocidade de site, uma inspeção, uma análise. Bom quando o problema piora se ignorado.
  • Amostra ou teste. Acesso curto e completo ao seu serviço. Bom quando o que você vende é recorrente.
  • Um passo de um processo maior. Você entrega de graça o primeiro passo valioso e vende o resto.

As 4 formas de entregar: software (planilha, calculadora), informação (aula, mini curso), serviço (auditoria, ajuste grátis) ou produto físico.

3 tipos vezes 4 entregas dá até 12 versões do mesmo lead magnet pra testar. O vencedor costuma surpreender.

A versão pro dono de serviço:

Você provavelmente já tem o pretzel e não está servindo.

Empresa de contabilidade: "Diagnóstico de 15 minutos: 3 impostos que sua empresa provavelmente paga a mais." Isso revela a sede (trocar de contador).

Clínica: avaliação inicial gratuita feita de verdade, não a "avaliação" que é só uma venda disfarçada.

Empresa de reforma: a visita técnica com um orçamento honesto e uma lista do que está errado na obra do vizinho que ninguém te contou.

A conta que ele mostra no livro:

Anunciar a oferta direto custava 3 mil de aquisição por cliente.

Trocar por um lead magnet grátis que custa 25 reais pra entregar gerou 10 vezes mais leads engajados, e o custo por cliente caiu pra 1 mil.

Mesmo orçamento, lead magnet na frente: o negócio triplicou.

Pretzel na mesa.

O Core Four: por que só existem 4 jeitos de conseguir cliente

Essa é a espinha do livro.

Hormozi prova que só há 4 maneiras de conseguir lead. Quatro. Não cinco.

Ele cruza duas perguntas: a pessoa te conhece ou não? Você fala com uma de cada vez ou com muitas de uma vez?

Dá uma matriz de dois por dois.

OS 4 ÚNICOS JEITOS DE CONSEGUIR LEAD
1 a 1 1 para muitos
QUENTE
(te conhece)
#1 Falar com quem
já te conhece
#2 Publicar
conteúdo
FRIO
(estranhos)
#3 Abordar
estranhos
#4 Anúncio
pago
Escolha 1. Faça muito. Só depois adicione outro. Os 4 se somam.

Vou destrinchar os quatro.

Jeito #1: falar com quem já te conhece (quente, 1 a 1)

O mais barato, o mais fácil, e quase ninguém faz.

É contato direto com gente que já te conhece e te deu permissão. Contatos do celular, seus e-mails, quem te segue, cliente antigo, cliente atual.

A frase do livro: "todo mundo tem uma lista."

Seu celular mais seus e-mails mais suas redes já são seus primeiros mil leads.

Os passos que importam:

Personalize a saudação com algo real da pessoa. Não seja esquisito, você ainda não pediu nada. "Vi que você abriu uma filial, parabéns, como tão as coisas?"

Faça contato. O livro fala em 100 por dia, até 3 vezes cada um.

Quando responderem, ele dá um roteiro de três passos: reconhecer o que a pessoa disse, elogiar um traço real dela, e puxar a conversa pra perto do que você faz.

Depois de algumas trocas, faça a oferta. E facilite o sim começando de graça: "Tô pegando 5 casos pra fechar resultado, só quero depoimento. Eu ajudo [tipo de cliente] a conseguir [resultado] sem [esforço]. Topa?"

E o melhor truque do capítulo, o e-mail de 9 palavras do Dean Jackson, pra reaquecer lista parada:

"Você ainda tá querendo [desejo em 4 palavras]?"

Sem imagem, sem link, sem enrolação. Quem responde é lead engajado prioritário.

A conta do livro: mais ou menos 1 em cada 5 contatos engaja. Desses, 1 em 5 aceita a oferta grátis. Desses, 1 vira pago. Dá mais ou menos 1 cliente a cada 100 contatos. Ele faz a matemática: 500 contatos por semana viram 5 clientes por semana. Numa oferta de 400 dólares, dá 104 mil dólares por ano só com isso.

O pitch universal que ele repete o livro inteiro:

"Eu ajudo [cliente ideal] a conseguir [resultado] em [tempo] sem [esforço e sacrifício]."

A versão pro dono de serviço:

Você tem WhatsApp lotado de cliente antigo que sumiu.

Não porque ficou insatisfeito. Porque você nunca mais apareceu.

Essa semana: pegue 30 clientes que não voltam há mais de 6 meses e mande a mensagem das 9 palavras adaptada.

Dentista: "Você ainda tá querendo cuidar daquele implante?"

Contador: "Você ainda tá querendo abrir aquela segunda empresa?"

Sem proposta, sem PDF, sem catálogo. Só a pergunta.

O limite disso é honesto: dá trabalho, toma tempo, e a lista acaba.

Por isso existe o jeito #2.

Jeito #2: publicar conteúdo (quente, 1 para muitos)

Falar com quem te conhece exige repetir 10 vezes pra 10 pessoas.

Conteúdo você diz uma vez e alcança todas.

O ativo que se acumula não é o post (ele some). É a audiência (ela cresce).

E tem um número do livro que cala a boca de quem acha conteúdo "perda de tempo": 78% dos clientes do Hormozi consumiram dois ou mais conteúdos longos dele antes de marcar uma reunião.

O conteúdo não vende sozinho. Ele faz todo o resto da sua captação funcionar melhor.

A unidade de conteúdo, do livro: fisgar, reter, recompensar.

Fisgar: dar motivo pra parar de rolar (o gancho).

Reter: segurar com curiosidade, usando lista, passos ou história. A frase dele: "não existe longo demais, só chato demais."

Recompensar: entregar valor por segundo. Sinal de que deu certo: a audiência cresce.

A regra de monetização: dê muito, peça pouco. A proporção mínima é dar 3 vezes pra cada 1 pedido.

A melhor estratégia, nas palavras dele: "dê até pedirem." Dê tanto valor de graça que as pessoas venham até você. "Dê em público, peça em privado."

E o aviso: "o momento em que você começa a pedir dinheiro é o momento em que você decide desacelerar seu crescimento."

A versão pro dono de serviço:

Para de postar "bom dia, agende seu horário".

Comece a postar a coisa que você explica toda semana pro cliente na cadeira, no balcão, na visita.

Uma lição minha aqui: troque o "como fazer" pelo "como eu faço".

"Como economizar imposto" qualquer um escreve.

"Como eu tirei 18 mil de imposto da padaria do seu Antônio em 40 dias" é à prova de questionamento, porque é a sua experiência.

E pra negócio local tem uma sacada de ouro no livro: estreite o tema até você ser o rei da poça antes de querer ser rei do oceano.

Não seja "consultor de marketing".

Seja "o cara que entende de captação pra clínica de fisioterapia em Londrina".

Poça primeiro. Lago depois.

Jeito #3: abordar estranhos (frio, 1 a 1)

Hormozi chama de "a prima avançada" do jeito #1.

Mesma lógica, sem o limite da sua lista quente.

O problema do estranho é um só: confiança. Ele não te conhece.

E você resolve isso em três frentes, nesta ordem.

Primeiro, você precisa de uma lista (consegue raspando dados, comprando de corretor de lista, ou na unha, entrando em grupos e coletando).

Segundo, ele te ignora, então você personaliza (1 a 3 informações reais, daquelas que um amigo saberia) e entrega valor grande e rápido.

A frase que define a coisa:

"A gente não tá tentando cutucar o interesse dele. A gente tá tentando explodir a cabeça dele em menos de 30 segundos."

Dê de graça algo pelo qual as pessoas de fato pagam.

Quando o Hormozi trocou a "sessão de planejamento" (que era call de venda disfarçada) por um serviço grátis de verdade, a taxa triplicou.

Terceiro, ele não tem interesse hoje, então você compensa com volume e follow-up (mais vezes, mais canais). A maioria contata uma vez só e desiste.

A versão pro dono de serviço:

Cold no Brasil é WhatsApp e ligação, não e-mail.

E o erro que mata todo mundo: mandar mensagem pedindo. "Olá, somos a empresa X, oferecemos serviços de Y."

Vira spam na hora.

Inverte. Mande algo que exploda a cabeça em 30 segundos.

Empresa de TI mandando pra um comércio local: "Passei no seu site e ele carrega em 9 segundos. Acima de 3, o Google te empurra pra baixo e você perde cliente que nem sabe que existiu. Gravei um vídeo de 2 minutos mostrando os 3 ajustes. Quer que eu te mande?"

Isso não é venda. É o pretzel, de novo, agora pra estranho.

E o livro é honesto: 300 panfletos não são um teste. Volume sem dado é só barulho.

Jeito #4: anúncio pago (frio, 1 para muitos)

O jeito mais rápido de alcançar muita gente.

E a sacada que reorganiza sua cabeça: anúncio é jogo de eficiência, não de alcance.

"Todo anúncio funciona. O que muda é o quão bem."

Quando um anúncio não dá lucro, quase sempre é porque as pessoas certas não o viram, não porque "anúncio não funciona pro meu negócio".

A estrutura do anúncio, no livro, tem três pedaços: chamar a pessoa, entregar valor, e pedir ação.

O chamado é o mais importante de longe. É o efeito coquetel: numa festa lotada, você não escuta nada, mas escuta seu próprio nome do outro lado do salão.

Por isso "Mães de Londrina" para uma mãe de Londrina, ou "Você acorda mais de uma vez de madrugada pra fazer xixi?" para quem tem o problema.

E a parte de matemática que separa o profissional do amador, em três fases que ele nomeia: rastrear o dinheiro, perder dinheiro, imprimir dinheiro.

Rastrear: monte a medição antes de gastar o primeiro real.

Perder: no começo você faz muitas apostas pequenas, e a maioria perde. Ele gasta 100 reais em 10 anúncios, 9 perdem, 1 ganha grande.

Imprimir: quando achar o que ganha, a pergunta deixa de ser "quanto gastar?" e vira "quantos clientes eu aguento atender?".

A versão pro dono de serviço:

O erro de 30 milhões de dólares de valor de empresa que ele confessa no livro é o mais importante pra você:

Não confunda problema de venda com problema de anúncio.

Se o lead engajado tem a dor, tem o dinheiro, e mesmo assim não fecha, o anúncio funcionou.

Quem falhou foi o atendimento, o orçamento que demorou 3 dias, o vendedor que não ligou de volta.

É exatamente o seu vazamento.

Você joga dinheiro em tráfego pra tampar um buraco que está na cozinha, não na vitrine.

Antes de subir o orçamento, conserte o que acontece depois que a mão se levanta.

Core Four turbinado: mais, melhor, novo

Hormozi não te deixa escolher 4 e fazer mal feito.

Ele dá a ordem de evolução: mais, melhor, novo. Nessa sequência.

Mais é a Regra dos 100: 100 ações por dia, por 100 dias seguidos. 100 contatos, ou 100 minutos de conteúdo, ou 100 minutos montando anúncio. Sem essa base, nada que vem depois vale.

Melhor é testar no gargalo, no passo onde mais gente cai. Um teste por semana. Não mexa em 10 coisas, ache o ponto onde o funil sangra e ataque só ele.

Novo é o último recurso. Só depois de esgotar mais e melhor você troca de plataforma ou de método.

E o aviso pra parar de mentir pra si mesmo:

Quando você fala "meu mercado tá saturado", quase sempre o que você quis dizer foi "eu não sou tão bom de anúncio quanto eu achava".

Lead Getters: quando outras pessoas captam por você

Tudo até aqui é trabalho linear. Você faz mais, consegue mais.

Agora vem a alavancagem: outra pessoa roda o Core Four no seu lugar.

São quatro fontes.

#1 Cliente e indicação

O lead de menor custo, maior lucro, melhor qualidade, e o único que cresce sozinho. Um traz dois, dois trazem quatro.

A conta do livro: indicação que entra menos cliente que sai. Se entra mais que sai, você cresce sem gastar mais nada em publicidade.

E ele é cirúrgico sobre por que você não tem indicação:

Ou seu produto não é tão bom quanto você pensa, ou você simplesmente não pede.

Indicação se constrói dando mais valor, não baixando preço. "Qualquer tolo vende mais barato."

Tem uma sigla dele que vale ouro pro serviço: agende a próxima reunião dentro da reunião atual. Nunca encerre um atendimento sem marcar o próximo passo ali, na hora.

Porque a primeira impressão se forma nas primeiras 48 horas. Vitória rápida na entrada gera indicação.

#2 Funcionários

Ele chama de "o capítulo mais valioso do livro".

Um funcionário que capta faz o que você fazia. A troca, nas palavras dele: você sai de 40 horas fazendo pra 4 horas gerenciando.

São 36 horas que voltam pra você.

É exatamente a sua dor: tudo depende de você.

O que mais depende de você é o mais caro que você tem.

#3 Agências (use ao contrário do que elas querem)

Esse capítulo é uma vacina.

O ciclo da armadilha: te animam, botam o vendedor sênior, dá resultado, trocam pelo júnior, o resultado cai, você cancela.

A sacada dele: use agência pra só duas coisas. Aprender um método novo e uma plataforma nova.

O acordo certo: "trabalha comigo 6 meses, me ensina o porquê de cada decisão, e depois eu treino meu time."

#4 Afiliados e parceiros

Ele chama de "o que mais me deu dinheiro".

É um outro negócio, com audiência própria, que diz pra clientela dele comprar de você, e ganha comissão.

Pro dono de serviço local, traduz pra parceria.

A clínica de estética que indica o dermato. O contador que indica o advogado. A construtora que indica o arquiteto.

A pergunta que abre tudo, do livro: "quem já tem os meus clientes reunidos?"

Ache esse alguém, e em vez de oferecer seu serviço, ofereça a ele um jeito rápido de ganhar dinheiro indicando você.

A economia: a conta que decide se você cresce ou trava

Essa é a parte que dói e que ninguém te ensinou.

Hormozi reduz a eficiência do negócio a uma régua só.

De um lado, quanto um cliente te deixa de lucro na vida toda dele com você. De outro, quanto você gastou pra conquistar esse cliente.

A régua: pra escalar, o lucro do cliente precisa ser pelo menos 3 vezes o custo de adquirir ele.

A frase dele é categórica:

"Todo negócio em que eu investi que não escala tem pelo menos uma coisa em comum: essa proporção abaixo de 3 pra 1. Assim que passa de 3 pra 1, deslancha."

E aqui vem a descoberta que mais me marcou no livro.

Entre concorrentes, o custo de conquistar um cliente é parecido.

O que separa o vencedor do perdedor não é quanto custa o cliente.

É quanto cada cliente deixa de dinheiro.

Quem ganha mais por cliente pode pagar mais caro pra conquistar, aparecer em mais lugar, e sufocar o concorrente.

E o gargalo que quebra empresa lucrativa: caixa.

Tem um detalhe que separa lucrar de crescer, e é quando o dinheiro volta.

A solução dele tem nome de "aquisição financiada pelo cliente": se o cliente te paga, nos primeiros 30 dias, mais do que custou conquistar e entregar pra ele, você tem caixa pra escalar pra sempre.

Foi assim que ele levou cada empresa pra mais de 1 milhão por mês em 12 meses, sem dinheiro de fora.

A versão pro dono de serviço:

Você tem cliente que te dá prejuízo e acha que dá lucro.

Senta e faz a conta de um cliente. Quanto ele te paga no total. Quanto custa entregar. E quanto custou pra ele entrar.

Você provavelmente vai descobrir três coisas.

Que tem serviço que você vende no precinho e que te custa mais do que rende.

Que você não cobra recorrência, então o cliente vale uma venda só, quando podia valer 10.

E que o dinheiro demora tanto a voltar que você fica sem caixa mesmo lucrando no papel.

Subir o valor do cliente quase sempre é mais fácil e mais rápido do que conseguir cliente novo.

É a alavanca que você não está puxando.

A ordem que não se inverte

Hormozi fecha o livro com uma sequência que ele diz pra nunca trocar de ordem.

Gere fluxo. Depois monetize o fluxo. Só então adicione fricção.

Primeiro você faz lead engajado aparecer.

Depois você transforma em dinheiro.

E só no fim você filtra pra subir a qualidade.

Quem tenta filtrar e qualificar antes de ter fluxo está colocando o carro na frente dos bois.

E ele separa duas disciplinas que parecem iguais e não são.

A Regra dos 100 é disciplina de esforço: 100 ações por dia.

O "trabalhar até o resultado" é disciplina de resultado: você não para hoje até agendar 5 reuniões, aconteça o que acontecer.

Comece pelo esforço. Evolua pro resultado.

A grande lição

O livro inteiro cabe numa frase que o Hormozi nunca escreve, mas prova página por página.

Captação não é sorte. É um sistema que você nunca se sentou pra construir.

Você achou que mês bom e mês ruim era o jeito que o mercado funciona.

Não é.

É o sintoma de quem deixou a entrada de cliente no improviso, dependendo de indicação que vem quando quer, e da sua energia, que acaba.

Existem 4 jeitos de conseguir cliente. Você provavelmente usa meio de um.

Existe um pretzel que você já sabe fazer e nunca serviu de graça.

Existe uma lista de cliente parado no seu WhatsApp que vale dinheiro e está pegando poeira.

E existe uma conta, de um cliente só, que você nunca fez, e que mudaria como você decide tudo.

Você não precisa dos 4 jeitos amanhã.

Precisa de 1, feito todo dia, por tempo suficiente pra deixar de ser sorte.

Escolhe 1.

Faz por 100 dias.

Aí a gente conversa.

Responde este e-mail com o número de quantas pessoas levantaram a mão pra você essa semana pedindo pra saber mais sobre o que você faz.

Se a resposta for "não sei", já achamos seu primeiro problema.

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